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PIPE FAPESP: como funciona o programa que financia pesquisa em pequenas empresas de São Paulo

17 de setembro de 2026 por
PIPE FAPESP: como funciona o programa que financia pesquisa em pequenas empresas de São Paulo
VaReni, Marquistei Medeiros
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O PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) é o programa da FAPESP criado em 1997 para financiar, com recursos não reembolsáveis, pesquisa científica e tecnológica em pequenas empresas de São Paulo. Desde 15/09/2026, está sob norma atualizada, mas a estrutura básica segue a mesma: quatro trilhas que se complementam, conforme o projeto evolui da ideia à escala comercial.

Como o programa funciona, na prática

O PIPE não é uma chamada única com prazo fechado — as propostas da Fase 1, Fase 2 e PIPE Invest são recebidas em fluxo contínuo. A pequena empresa entra pelo degrau que faz sentido para a maturidade da sua pesquisa e pode avançar conforme os resultados aparecem.

Quem pode participar

  • Pequena empresa com 1 a 250 funcionários, com sede no Estado de São Paulo, constituída sob leis brasileiras (é permitida a participação de empresa qualificada dentro do Programa Inova Simples).
  • Pesquisador Responsável (PR) com vínculo empregatício, societário ou contrato formal com a empresa, dedicando pelo menos 24h semanais ao projeto.
  • Pesquisador Principal (PP) com vínculo com a empresa e domínio técnico sobre o projeto.
  • Equipe complementar (consultores, bolsistas FAPESP, colaboradores) apoiando o desenvolvimento.

As quatro fases do PIPE

Fase 1 — Viabilidade técnico-científica

É o ponto de entrada mais comum. A proposta testa se a ideia tem fundamento técnico-científico antes de investir em desenvolvimento.

  • Duração: até 9 meses.
  • Financiamento: até R$ 300 mil por projeto (não inclui Benefícios Complementares nem Parcela para Custos de Infraestrutura Direta).
  • Entregável: Relatório Científico Final ao fim dos 9 meses.
  • Atalho para a Fase 2: a partir do 6º mês, o PR pode submeter um Relatório de progresso; se aprovado, ganha autorização para enviar a proposta completa de Fase 2 Indireta.

Fase 2 — Desenvolvimento da pesquisa

A proposta já validada vira projeto de desenvolvimento de verdade, com espaço para atividades de apoio à comercialização.

  • Duração: até 24 meses.
  • Financiamento: até R$ 1,5 milhão por projeto.
  • Quem entra aqui: projetos que passaram com sucesso pela Fase 1 — ou que já apresentam resultados anteriores sólidos (Fase 2 Direta, com justificativa circunstanciada de que a Fase 1 não se aplica).
  • Caminhos: Fase 2 Indireta (continuidade do PIPE 1) ou Fase 2 Direta (entrada pelo desenvolvimento, com histórico).

PIPE Invest — Aceleração da chegada ao mercado

Trilha suplementar para projetos PIPE que precisam acelerar a comercialização — desde que tenham atraído investimento privado de uma terceira parte.

  • Financiamento: entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão, limitado ao investimento privado da terceira parte.
  • Vigência: até 24 meses (12 meses para investimento privado de R$ 100 mil a R$ 750 mil; 24 meses para R$ 750 mil a R$ 1,5 milhão).
  • Requisito: a empresa precisa comprovar o recebimento da primeira parcela do investimento (mínimo 20% do total) em até 6 meses antes da submissão.
  • Restrições: o capital não pode ser dos próprios sócios ou PR, nem de pessoas com relação de parentesco, casamento ou negócios prévios.

Fase 3 — Escala comercial e industrial

Etapa em que a empresa leva a inovação para o mercado. O desenvolvimento acontece internamente, com a FAPESP acompanhando.

  • Como entra: por meio de Chamadas de Propostas específicas (não é fluxo contínuo).
  • Origem do produto: pesquisa anterior feita pela empresa (sem apoio da FAPESP) ou pesquisa apoiada no PIPE.

O que é financiável

Custeio do projeto (materiais, serviços, bolsas), bolsas de Treinamento Técnico e de Pesquisa em Pequena Empresa, Reserva Técnica Institucional e a Parcela para Custos de Infraestrutura Direta do Projeto. Itens não financiáveis estão listados na norma (item 8.3).

Como se candidatar

As propostas da Fase 1, Fase 2 e PIPE Invest entram pelo sistema SAGe da FAPESP, em fluxo contínuo. A Fase 3 abre por chamadas específicas, publicadas na página de Chamadas da FAPESP. Toda a documentação exigida está no item 9 das normas (descrição da equipe, documentos obrigatórios e adicionais, formato do projeto).

Por que o PIPE importa para Santa Catarina também

O PIPE é restrito a empresas sediadas em São Paulo, mas o modelo inspira editais similares em outros estados — incluindo a FAPESC, que mantém chamadas próprias para P&D em empresas catarinenses. Acompanhar como o programa paulista estrutura suas fases ajuda a antecipar o que pode aparecer em SC e a preparar a estratégia de captação da sua empresa desde já.


Quer ajuda para avaliar se a sua pesquisa se enquadra no PIPE (ou em programas similares da FAPESC)? A K&F Inovação monitora editais, faz o enquadramento da proposta e apoia a escrita técnica. Fale com a nossa equipe.

Fale com a K&F

Fonte: FAPESP — Normas do PIPE vigentes a partir de 15/09/2026. Última consulta: 17/09/2026.

A VaReni é uma plataforma de fomento que conta com financiamento e apoio da FAPESC.

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